Arquivos de tags: MPB

Encantado Nordeste Novo

Por Débora Alcântara

De Salvador

Pouco se viu uma telenovela da Globo ter como esteio o imaginário nordestino. Geralmente nas telas estão a representação da vida burguesa do Leblon ou a agitação anônima de São Paulo. Mas o sotaque nordestino, mesmo que enviesado, assim como todo o imaginário típico do cordel sertanejo e da literatura fantástica de Ariano Suassuna, misturado numa só panela por Duca Rachid e Thelma Guedes feito uma feijoada, deu um susto de audiência no empresariado “global”. Por que será? Ora, de São Paulo ao topo do Nordeste batem corações nordestinos. E desta vez, eles se assumem assim: nordestinos, sim senhor. Será que houve uma fabricação de uma suposta auto-estima desse povo de cima? Ou a Globo percebe um mercado em crescimento e resolvem apostar no respeito a essa cultura tão complexa e rica? Saiba mais

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Saudade dos aviões…

Por Lilian Müller

Do Rio de Janeiro

A música do Milton Nascimento me remete a viagem. Quando ouço suas canções, imagino pessoas na estrada, sentadas em bancos de trens e ônibus, com os olhos brilhando pela paisagem pintada na janela ou pela proximidade do novo. Uma nova vida em outra cidade. Um novo lugar. Um novo momento. Um novo futuro. Talvez minha mente faça essa relação pela forte ligação de Milton com a terra, a natureza, as culturas regionais e as origens, referências constantes em sua música. Talvez porque sua música é cheia – de vozes, instrumentos, sons, simplicidade e muita complexidade. Talvez por ser delicioso pegar a estrada com as músicas de Milton Nascimento como trilha sonora. Talvez simplesmente porque quando escuto suas canções, tenho vontade de viver, conhecer, provar, voar… viajar!
Escute, conheça, desfrute!

Os Novos Baianos e a contracultura

Por Débora Alcântara
De Salvador

Mais que dois. Descalços, andando pelo mundo, como eram, como podiam ser, tinindo, trincando, vestidos de lunetas, deixando e recebendo um tanto. Assim foram Os Novos Baianos, um movimento nascido em 1969, em Salvador. Em dez dias, no ano de 1973, o produtor Solano Ribeiro, precursor do modelo dos “festivais de música” no Brasil dos anos 60 e 70, conseguiu registrar um pouco do sistema alternativo criado por eles, com o documentário “Novos Baianos FC”, realizado num sítio comunitário no Rio de Janeiro, onde a trupe morou de 1970 a 1975. A encomenda freelancer para uma emissora alemã acabou se tornando uma pérola que mostra um pouco de como aconteceu um dos mais importantes movimentos contraculturais brasileiros.  Saiba mais

A arte que o amor faz render

Por Débora Alcântara

De Salvador

Intimista. Simples assim. É como se pode definir Rita Tavares. Este ano, a cantora e compositora baiana vem revelando suas novas composições. Dá pra ter uma idéia com esse vídeo, do show “Canções que o amor me rendeu”, apresentado no Teatro Sesi, no Rio Vermelho, em Salvador. Os artistas Asa Branca, na guitarra, Ivan Bastos, no baixo e Marcelo Torres na bateria, reverenciam a artista. Nascida num pequeno município do oeste baiano, Santana, Rita Tavares, que também é jornalista, foi uma das primeiras mulheres cinegrafistas da Bahia. Saiba mais

Jards Macalé e Paulo José cantam e recitam Torquato Neto

Por Nassau Santiago

De BH

Macalé, compositor de Vapor Barato e outras pérolas, faz parte do time dos marginais da MPB, por não se enquadarem nos padrões das gravadoras, neste time estão Antônio Adolfo e a brazuca, Angela rô-rô, Aguilar e a banda performática, Arnaldo Baptista, Belchior, Ednardo, Elomar, Guilherme Lamounier, Itamar Assumpção Jards Macalé, Lanny Gordin, João Ricardo, Jorge Mautner, Luiz Melodia, Maysa, Miriam Batucada, Raul Seixas, Renato Teixeira, Rosinha de valença, Sérgio Mello, Sergio Sampaio, Sérgio Ricardo, Taiguara, Tom Zé, Torquato Neto, Walter Franco, Waly Salomão, Xangai, Wilson Simonal, Zé Geraldo, entre outros. Saiba mais