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Est-ce que tu peux me voir?

Por Juliette Savin

De Munique – Alemanha

Jun Myiake é a minha última descoberta musical. Para mim, esse compositor Japones, que mora na Franca, é um gênio. Descobri a sua música no filme Pina de Wim Wenders, e foi amor ao primeiro ouvido… A música do Jun Myiake completa tao bem a coregrafia de Pina Bausch, é de arrepiar.

Jun Myiake, que faz musica para filmes, o teatro, a danca,  colabora com artistas do mundo inteiro, como o Americano Arto Lindsay, o Frances Arthur H e, aqui Americana Lisa Papineau.

Garota de Ipanema (Tom Jobim) – Trio Corrente

Por Gabriel Barbosa

De Salvador

Esse conjunto eu descobri numa madrugada insone assistindo a reprise do programa “Pontapé Inicial”, da ESPN Brasil. Dudu e Trajano estão sempre a convidar uma atração musical para o programa matinal de variedades e esportes da emissora, apresentado por eles. O Trio Corrente é formado pelo pianista Fábio Torres, o baixista Paulo Paulelli e o baterista Edu Ribeiro. Apresenta um repertório de clássicos do choro e da MPB em versões jazzísticas, além de composições autorais. No vídeo, o trio toca a conhecida mundialmente “Garota de Ipanema”, de Tom Jobim. Muito bom o arranjo, confiram.

O guru vivo do afrobeat

Por Débora Alcântara

De Salvador

Depois de um post sobre o gênio Fela Kuti, o Experimentoteca não poderia cometer a garfe de não tocar no som do fantástico Tony Allen, nada menos que o co-autor, ao lado de Fela, do afrobeat, o resultado super temperado da fusão do jazz, soul, funk e highlife. Nascido em Lagos, Nigéria, em 1940, o baterista excêntrico foi parceiro de Fela Kuti por mais de duas décadas, desde o grupo Koola Lobitos ao Afrika 70. Um dos elementos fundamentais do afrobeat nasceu quando Alen desferiu um golpe duplo no bumbo, dando impulso à música forjada com muita ideologia e engajamento político. Um marco estético que o tornará tão imortal quanto é Fela Kuti. Saiba mais

Heloísa Fernandes – Joinville Jazz Festival 2009

Por Gabriel Barbosa

De Salvador

Do projeto de música instrumental do Sesc sempre surgem coisas interessantes. Heloísa Fernandes é uma pianista de mão cheia. De formação erudita, participou de diversos recitais e de formações camerísticas, na Orquestra Jovem do Estado de São Paulo. Paralelamente desenvolve trabalhos na música popular instrumental, como o próprio Instrumental Sesc Brasil. Ao lado do percussionista Ari Colares, desenvolve um duo que tem em seu repertório músicas étnicas, religiosas e da cultura genuinamente popular além de composições próprias. Aqui, Heloísa Fernandes no Jazz Festival de Joinville, em 2009.

Mayra Andrade e o crioulo universal

Por Débora Alcântara

De Salvador

É muito forte a minha intuição de que esse post vai provocar paixões e uma fissura em querer saber cada vez mais sobre essa cubana de nascimento e cabo-verdiana de identidade: Mayra Andrade. Uma compositora e intérprete rara. Dona de uma voz aveludada e marcante, ela se une ao som extraído do baixo pelo camaronês Etienne M’Bappé. O resultado é simplesmente genuíno e mágico. Toda a obra dessa moça é um estímulo para pessoas de toda parte do mundo aprenderem crioulo cantando. Mayra Andrade contribui para que essa língua tão autóctone deixe de ter, deliciosamente, essa condição.