Encantado Nordeste Novo

Por Débora Alcântara

De Salvador

Pouco se viu uma telenovela da Globo ter como esteio o imaginário nordestino. Geralmente nas telas estão a representação da vida burguesa do Leblon ou a agitação anônima de São Paulo. Mas o sotaque nordestino, mesmo que enviesado, assim como todo o imaginário típico do cordel sertanejo e da literatura fantástica de Ariano Suassuna, misturado numa só panela por Duca Rachid e Thelma Guedes feito uma feijoada, deu um susto de audiência no empresariado “global”. Por que será? Ora, de São Paulo ao topo do Nordeste batem corações nordestinos. E desta vez, eles se assumem assim: nordestinos, sim senhor. Será que houve uma fabricação de uma suposta auto-estima desse povo de cima? Ou a Globo percebe um mercado em crescimento e resolvem apostar no respeito a essa cultura tão complexa e rica? Saiba mais

Saudade dos aviões…

Por Lilian Müller

Do Rio de Janeiro

A música do Milton Nascimento me remete a viagem. Quando ouço suas canções, imagino pessoas na estrada, sentadas em bancos de trens e ônibus, com os olhos brilhando pela paisagem pintada na janela ou pela proximidade do novo. Uma nova vida em outra cidade. Um novo lugar. Um novo momento. Um novo futuro. Talvez minha mente faça essa relação pela forte ligação de Milton com a terra, a natureza, as culturas regionais e as origens, referências constantes em sua música. Talvez porque sua música é cheia – de vozes, instrumentos, sons, simplicidade e muita complexidade. Talvez por ser delicioso pegar a estrada com as músicas de Milton Nascimento como trilha sonora. Talvez simplesmente porque quando escuto suas canções, tenho vontade de viver, conhecer, provar, voar… viajar!
Escute, conheça, desfrute!

Est-ce que tu peux me voir?

Por Juliette Savin

De Munique – Alemanha

Jun Myiake é a minha última descoberta musical. Para mim, esse compositor Japones, que mora na Franca, é um gênio. Descobri a sua música no filme Pina de Wim Wenders, e foi amor ao primeiro ouvido… A música do Jun Myiake completa tao bem a coregrafia de Pina Bausch, é de arrepiar.

Jun Myiake, que faz musica para filmes, o teatro, a danca,  colabora com artistas do mundo inteiro, como o Americano Arto Lindsay, o Frances Arthur H e, aqui Americana Lisa Papineau.

O sagrado no cinema de Lars Von Trier

Por Luiz Lopes

De Divinópolis (MG)

Há algum tempo numa conversa informal com uma professora que estudou o sagrado no mestrado e no doutorado, perguntei a ela, qual era sua crença, se de todas as religiões, havia alguma que lhe falava mais de perto. Ela retrucou com algo tão bonito que de lá para cá venho pensando sempre na sua resposta: “Eu acredito no sagrado, acho que todo mundo que ama acredita no sagrado, eu amo minhas filhas e, por isso, acredito no sagrado”. Saiba mais

Gabriel Pardal e Les Chants de Maldoror

Por Carolina Cronemberger

De Amsterdam

O Gabriel Pardal, por sorte minha, é um amigo dos meus. Sorte d’eu ter conhecido sua poesia e sua arte. Ele é meio que um poli-artista, que se expressa em muitas frentes: é ator, poeta e escritor de emails de mão cheia… entre outros talentos que ele deve ter que ainda não descobri na rede. Por enquanto, o blog dele (http://gabrielpardal.blogspot.com/) mora nos meus favoritos. Saiba mais