Arquivos da Categoria: Soul

Abram as portas da percepção sem precisar de mescalina

Por Débora Alcântara
De BH

É uma pena que não deu tempo de o ícone do funk, George Clinton, gravar uma peça com Sun Ra, outro ícone, só que do afrofuturismo. “Nós deveríamos ter feito algumas músicas juntos, combinando nossos grupos”, disse em entrevista neste ano, ao noticiário SF Weekly. Mas a conversa entre os lendários aconteceu pouco antes de Sun Ra morrer, em 1993, sem que o grande feito tenha sido consumado. Lamentável. Se tivessem fundido os estilos, a “filosofia cósmica” de Sun Ra, com seu jazzismo idiossincrático, deslancharia rumo a Saturno, metatraduzida na voz rouca e gutural de Clinton ornamentada pelas genialidades das bandas do afrofuturista e as Parliament e Funkadelic. Quem dera que um bocado do “Anjo da Raça”, como se auto-intitulava Sun Ra, compusesse um hibridismo cósmico com a sensibilidade de George Clinton, que vai do doo wop ao funk, como performance musical, inspirando mais tarde o movimento rap. Saiba mais

O guru vivo do afrobeat

Por Débora Alcântara

De Salvador

Depois de um post sobre o gênio Fela Kuti, o Experimentoteca não poderia cometer a garfe de não tocar no som do fantástico Tony Allen, nada menos que o co-autor, ao lado de Fela, do afrobeat, o resultado super temperado da fusão do jazz, soul, funk e highlife. Nascido em Lagos, Nigéria, em 1940, o baterista excêntrico foi parceiro de Fela Kuti por mais de duas décadas, desde o grupo Koola Lobitos ao Afrika 70. Um dos elementos fundamentais do afrobeat nasceu quando Alen desferiu um golpe duplo no bumbo, dando impulso à música forjada com muita ideologia e engajamento político. Um marco estético que o tornará tão imortal quanto é Fela Kuti. Saiba mais

Robin de Paris

Por Juliette Savin

de Munique/ Alemanha

O primeiro album de Robin Leduc, Hors-Pistes saiu em Outubro 2010 e jà ganhou varios premios na França. A musica desse Parisiense radicado na Africa (como eu 😉 ) é pop, mas so o suficiente. Tem umas influencias africanas, de soul, de blues, de rock, e o resultado é bem divertido! Nao vejo a hora dele tocar por aqui!

Walking in Space – Quincy Jones

Por Antônio Arapiraca

De BH

Em 07 fevereiro de  2008 o ônibus espacial Atlantis decolou com a missão de levar até a Estação Espacial Internacional (ISS) o laboratório de pesquisas Columbus.  Nessa operação delicada os astronautas deveriam realizar 3 caminhadas espaciais para a instalação do novo módulo da ISS. Para relaxar e entrar no clima o astronauta Leland Melvin escolheu a música Walking in Space do Quincy Jones para ser a sua música do café da manhã durante a missão. A música é o tema principal do disco homônimo de 1969 no qual Jones constroe um trabalho jazz-R&B-pop fusion seminal. Jones declarou certa vez ” Eu me inspirei a gravar este disco depois que o astronauta Buzz Aldrin me contou  que havia tocado um arranjo meu de uma música do Frank Sinatra, ‘Fly Me To The Moon’, durante o voo espacial para a lua em 1969″.  Nada como o espaço sideral para inspirar um dos albuns que  levaram a música negra norteamericana a um novo patamar e abriu as portas para gerações de músicos explorarem aquela novidade chamada Fusion. Boa caminhada!!!

Hypnotic Brass Ensemble – War

Por Gabriel Barbosa

De Salvador

Hypnotic Brass Ensemble foi um de meus achados recentes, embora eles não sejam tão novos assim (o primeiro disco da banda, o “Orange Album”, é de 2004). Estava zapeando canais na tv quando parei no Later with Holand da HBO; pra minha  grande satisfação, o HBE era um dos convidados do músico apresentador do programa. São oito irmãos tocando em conjunto, filhos do músico, educador e ativista, Philip Cohran.  A banda é do sul de Chicago, Phil tem raízes no Mississipi, e essas influências são bastante perceptíveis na música do Hypnotic. Saiba mais